O colégio

SUA HISTÓRIA, GESTÃO E ESTRUTURA ADMINISTRATIVA

No dia 23 de fevereiro de 1947, ocorre a fundação oficial do Educandário Nossa Senhora da Piedade com uma cerimônia que ficou marcada pelo idealismo e seriedade com que foi feita. Vale-se ressaltar que o referido nome foi escolhido em homenagem à Padroeira da cidade de Lagarto.

Como toda fundação deste porte, o CNSP encontrou muitas dificuldades para firmar sua caminhada, não obstante a região ser fértil e apresentar um grande potencial de crescimento econômico, por meio da agricultura, pecuária e comércio. Lentamente, foi se desenvolvendo e hoje é um estabelecimento de ensino, de porte grande no potencial de uma matrícula para 574 alunos.

O CNSP é administrado e representado por uma diretoria composta por uma diretora, uma secretária e uma tesoureira. Essas são indicadas e empossadas pela diretoria da Associação Nordeste Brasileira de educação e Cultura (ANBEC), sob a anuência da Supervisora Geral da Congregação das Irmãs Franciscanas de N. Sra. do Bom Conselho, para um triênio, podendo ser reconduzida em conjunto ou separadamente. Deve-se ressalvar que para a escolha dessa direção, entre os critérios observados estão a qualificação profissional e a capacidade de liderança e promoção de relações saudáveis, onde a pessoa resolve uma determinada situação, contando com a ajuda de todos os colegas de trabalho por ter um relacionamento de partilha com estes.

Muitas irmãs já dirigiram este colégio, entre elas, de forma seqüencial, tem-se: Irmã Maria Gabriela (1947-1950); Madre Maria Rafaela (1951-1953); Madre Maria Natália (1954-1956); Madre Maria Rafaela 2ª vez (1955-1958); Madre Maria das Neves (1958-1961); Irmã Ana Maria (1961-1965); Irmã Maria Verônica (1965-1970); Irmã Maria Cristina (1970-1974); Irmã Maria Anunciação (1974-1993); Irmã Mônica (1993-1999); Irmã Irene (1999-2001); Irmã Lucineide (2001-2004). Atualmente, o CNSP é dirigido pela Irmã Maria Aparecida Ferreira de Oliveira, conhecida pelo dinamismo, eficiência e seriedade com que trata os assuntos inerentes à Educação.

Legalmente organizado, desde 1948, esse colégio também chamado de "Colégio das freiras" tem um corpo docente qualificado, um corpo administrativo eficaz que, como a coordenadora do Ensino Fundamental, Irmã Maria de Lourdes, ressalta, "oportuniza um trabalho em conjunto, como presença do Reino de Deus no mundo estudantil, testemunhando Jesus Cristo em suas experiências cotidianas, face à demanda colegial."

O espaço físico da escola é muito grande e dispõe de: 20 salas de aula, caracterizadas por proporcionarem um ambiente ventilado, amplo, limpo. Vale-se constatar que uma dessas uma está destinada exclusivamente para a prática da leitura, onde os alunos têm contato com o que esta acontecendo na realidade através de livros, revistas, jornais e onde se promove a formação de senso crítico diante das leituras; duas salas para coordenação (uma para o ensino infantil e fundamental I e outra para o ensino fundamental II); uma sala para direção; um auditório com palco, onde ocorrem as reuniões e apresentações dos alunos; um ginásio esportivo coberto; uma quadra descoberta, onde os alunos divertem-se com brincadeiras como ping-pong, volleyball, handball; basketball, futebol, amarelinha, espiriball, xadrez; pega-pega, etc. Deve-se ressalvar, neste aspecto, que os alunos marcam antecipadamente na secretaria com que tipo de diversão querem contar na hora do intervalo, para que assim não haja uma desorganização e todos possam se divertir da mesma forma; duas piscinas, uma grande e outra pequena; um enorme pátio, que é metade coberto e que se destaca pela limpeza; nove banheiros, todos subdivididos para uso coletivo e destinados da seguinte forma: três ao público feminino, dois ao público masculino, um para a educação infantil, três para os coordenadores, professores e funcionários de serviços gerais; uma grande cantina; uma secretaria ampla e bem organizada; uma biblioteca agradável; uma linda capela; um pequeno sítio, onde os alunos têm contato com a natureza, construindo hortas e se conscientizando de que é importante cuidar do meio ambiente; duas escadas, uma utilizada pelo ensino fundamental I e outra, pelo ensino fundamental II; e um mini-parque de diversões.

A escola tem crescido com o passar dos anos, aproveitando esse seu espaço físico, graças ao espírito transformador das Irmãs dirigentes, ou seja, um espírito que busca sempre mesclar o passado e o presente, e a ajuda da população lagartense, no sentido de que esta também faz parte do processo de ensino-aprendizagem, uma vez que seus filhos fazem parte desta escola. Assim sendo, afirma sua proposta pedagógica nos ideais da Educação Evangélica-Libertadora, isto é, uma educação que possui ideais cristãos no intuito de alcançar a libertação e a integração de todos como cidadãos, da democracia e cidadania, assumindo como diretrizes pedagógicas: abordagem curricular centrada no princípio da interdisciplinaridade e na concepção sócio-interacionista de construção de conhecimento (Vygotsky), construída durante um período (aproximadamente uma semana) de análise da prática pedagógica e colocada em prática durante todo o ano letivo; comprometimento da ação educativa com a prática da liberdade, do diálogo e da co-responsabilidade; articulação teórica e prática, enfatizando a pesquisa (viagens, pesquisas de campo), a curiosidade e a criatividade no trato dos conteúdos (produção de paródias, peças teatrais, jornais, etc), algo que, segundo todos os professores e alguns alunos entrevistados, faz com que o processo de ensino-aprendizagem aconteça de forma mais efetiva; compreensão do que é ensinar e aprender; adoção de uma linha comum de ação propiciadora da unidade pedagógica em todos os níveis de ensino e áreas de conhecimento; desenvolvimento de metodologias que permita a formação do senso crítico, da reflexão e do trabalho coletivo; compromisso com a formação continuada de seus professores e técnicos, através da colaboração para que estes possam participar de cursos promovidos em outras cidades do Brasil; respeito á identidade cultural do aluno; entre outras.

No que se refere ao uniforme, pode-se dizer que continua sendo o tradicional por escolha democrática feita pelos pais dos alunos que acreditam que esta farda, ou seja, blusa branca com identificação da escola e calça azul marinho para os meninos e blusa branca com identificação da escola e saia de pregas azul-marinho para meninas, deve continuar por demonstrar a organização que sempre se fez presente nesta instituição e, também, a sua tradição. Para a Educação Infantil há uma diferenciação de cores no fardamento (que consta de blusa e bermuda com identificação da escola) sendo: vermelho para o Jardim I, amarelo para o Jardim II, verde para o Jardim III e azul para a Alfabetização.

Faz-se mister notar, ainda, que a atuação do referido colégio consiste na preparação do saber intelectual e ético dos alunos. Para isso, ele fornece um instrumento, por meio da aquisição dos conteúdos e da socialização, para uma participação organizada e ativa na democratização da sociedade.

O "Colégio das freiras", como sua diretora mesmo afirma, objetiva, dessa forma, "transcender da transmissão do conhecimento à interação social e religiosa, visando formar cidadãos atuantes na sociedade, capazes de vivenciar valores religiosos que favoreçam o crescimento grupal e individual."

Para isso acontecer de forma clara e ativa, a coordenadora Irmã Maria de Lourdes afirma que são feitas as seguintes atividades: o conselho de professores, que tem como objetivo avaliar a prática e a metodologia, e, também, promover a unidade pedagógica e conta com a participação da coordenação e dos professores das diversas áreas; o conselho de classe, que é composto pela coordenação, professores e representantes de pais e alunos e tem como objetivo avaliar o andamento do processo de ensino-aprendizagem como também gerar a integração entre escola e família; as reuniões, cujo objetivo é promover entrosamento entre escola e família, através de palestras, conscientizações, enfim, conversas tanto de forma individual como coletiva, abrangendo as realidades pedagógica, familiar e social no desejo da superação de situações-problema; entre outras. Deve-se levar em consideração, neste ponto, que todos os membros participam de forma efetiva, dando suas contribuições para que o melhoramento possa ser produzido de forma conjunta.

No que diz respeito à relação tanto entre professores quanto entre estes e a direção, vale-se dizer que existe uma integração significativa entre eles. Isto é proveniente da proposta de unidade pedagógica, do respeito e do espírito de amizade que prevalece na instituição de ensino.

Atento aos planos global e setorial da congregação, o Colégio Nossa Senhora da Piedade, desse modo, tem o compromisso do planejamento anual, buscando ser, em toda sua ação educacional, uma unidade escolar, conforme as determinações vigentes, tanto da lei civil como dos marcos que norteiam a Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora do Bom Conselho que são: o referencial, ou seja, a referência do sistema educacional brasileiro; o doutrinal, que se refere a uma educação evangélica, de doutrina religiosa; e o operativo, ou seja, o metodológico.

Frei Caetano de Messina, o idealizador

A história do atual Colégio Nossa Senhora da Piedade (CNSP) remonta a uma pequena povoação do Estado de Pernambuco: Bom Conselho, antes de Papacaça. Foi lá que pelos idos de 1853, Frei Caetano de Messina, filho de Poverelo de Assis, idealizou a fundação de uma instituição, que tinha por objetivo ser um colégio convento, para assim abrigar as "órfãs desvalidas", ou seja, meninas que não tinham mais nenhum parente, nenhuma família. Essa instituição, graças ao visionário missionário, mais tarde se chamaria Congregação Religiosa de Nossa Senhora do Bom Conselho ou Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora do Bom Conselho.

A importância de Frei Caetano para a Congregação e também para o Colégio Nossa Senhora da Piedade foi tanta que no dia 09 de janeiro de 1996, seus restos mortais foram transladados para Bom Conselho, com honra e tudo o mais cabível.

Política de Ensino

COMO O COLÉGIO VÊ A EDUCAÇÃO DE SEUS ALUNOS

O momento exige uma transição que envolve a passagem da mera aprendizagem para o aprender a aprender, fazer da escola lugar privilegiado da educação e do conhecimento.A supervalorização da esfera política no processo da qualidade gera efeitos imbecilizantes por privilegiar vínculos políticos em detrimento ao questionamento crítico e criativo. Por outro lado, a supervalorização da dimensão formal que reduz a educação ao processo de conhecimento esquece as funções sociais e políticas desta vivência. É, pois, necessário resgatar o conceito de qualidade em perspectiva filosófica. Sob esta ótica o conceito qualidade aponta para a dimensão da intensidade, isto é, ver a qualidade com profundidade que permite a participação e a criatividade.

Só pode ser intenso aquilo que tem a marca do homem e, por isto, a qualidade se constitui com trabalho, determinação, esforço e inteligência. Neste sentido, por ser a qualidade na educação multifacetada, as teses a seguir indicadas, (Assman, 1996), sintetizam com muita propriedade o conceito da qualidade na educação que tem em vista a formação do cidadão:

Primeira colocação: Duas coisas devem andar juntas em nossa maneira de entender a educação: a melhoria pedagógica e o compromisso social.

Segunda colocação: Há algo de errado na velha idéia de que aulas mais ou menos bem dadas (um bom ensino) geram necessariamente boas aprendizagens. Os próprios conceitos de ensino e aprendizagem estão hoje submetidos a uma profunda revisão.

Terceira colocação: A educação só consegue bons resultados quando se preocupa em gerar experiências de aprendizagem, criatividade para construir conhecimentos e habilidade para saber acessar fontes de informação sobre os mais variados assuntos.

Quarta colocação: São quatro os analfabetismos por derrotar hoje: o lecto-escritura (saber ler e escrever), o sócio-cultural (saber em que tipo de sociedade se vive, por exemplo, e saber o que são mecanismos de mercado), o tecnológico (saber interagir com máquinas complexas) e o do corpo (onde o conhecimento é inscrito em sua plenitude). Toda escola incompetente em algum desses aspectos é socialmente retrógrada.

Quinta colocação: A escola não deve ser concebida como simples agência repassadora de conhecimentos prontos, mas como contexto e cenário organizacional propício à iniciação em vivências cada vez mais imprescindíveis de um conhecimento personalizado e de uma ética social democrática.

Sexta colocação: Conhecimento virou tema obrigatório. Fala-se muito em sociedade do conhecimento e agora também em sociedade aprendente. É importante saber decodificar criticamente e encarar positivamente o desafio pedagógico expresso numa série de novas linguagens.

Sétima colocação: O novo insight básico consiste na equiparação radical entre processos vitais e processos cognitivos. Não há verdadeiros processos de conhecimento sem conexão com as expectativas e a vida dos aprendentes.

Oitava colocação: Toda educação implica doses fortes de instrução, entendimento e manejo de regras e reconhecimento de saberes já acumulados pela humanidade. Embora importante, essa instrução não é o aspecto fundamental da educação, já que este reside nas vivências personalizadas de aprendizagem que obedecem à coincidência básica entre processos vitais e processos cognitivos.

Nona colocação: No mundo de hoje, o aspecto instrucional da educação já não consegue dar conta da profusão de conhecimentos disponíveis e emergentes mesmo em áreas específicas. Por isso, ela não deveria se preocupar com a memorização dos saberes instrumentais, privilegiando a capacidade de acessar, de decodificar e de manejá-los. O aspecto instrucional deveria estar em função da emergência do aprender, ou seja, da morfogênese personalizada do conhecimento. Isso pode ser ilustrado, por exemplo, com a visão da memória como um processo personalizada do conhecimento. Isso pode ser ilustrado, por exemplo, com a visão da memória como um processo dinâmico.

Décima colocação: É preciso substituir a pedagogia das certezas e dos saberes pré-fixados por uma pedagogia da pergunta, do melhoramento das perguntas e do acesso de informações. Em suma, por uma pedagogia da complexidade, que saiba trabalhar com conceitos transversíveis, abertos para a surpresa e o imprevisto.

Décima primeira colocação: Toda morfogênese do conhecimento é constituída por níveis emergentes a partir dos processos auto-organizativos da corporeidade viva. Por isso todo conhecimento tem uma inscrição corporal e se apóia numa complexa interação sensorial. O conhecimento humano nunca é pura operação mental. Toda ativação da inteligência está entremeada de emoções.

Décima segunda colocação: A escola e o agir pedagógico têm função social específica na medida em que existem, precisa e especificamente, para criar as oportunidades básicas para a morfogênese do conhecimento.

Décima terceira colocação: O reencantamento da educação requer a união entre sensibilidade social e eficiência pedagógica. Portanto, o compromisso ético-político do/a educador/a deve manifestar-se primordialmente na excelência pedagógica e na colaboração para um clima utópico no próprio contexto escolar.

Segundo Zabala (1998), é possível observar que são os eixos semânticos, quando se analisa a qualidade nos mais diversos escritos sobre o tema, que oportunizam organizar o conteúdo do conceito de qualidade, sendo assim possível analisar as mais distintas realidades da vida social. Entre outras visões, o autor cita três: a) a qualidade vinculada aos valores; b) a qualidade vinculada à efetividade e c) a qualidade vinculada à satisfação dos participantes no processo e dos usuários do mesmo. O componente qualidade vinculada aos valores é considerado, na verdade, o componente mais importante quando se fala em qualidade na educação. Trata-se de elementos valiosos. O componente qualidade vinculada à efetividade atribui qualidade às escolas ou aos processos que conseguem bons resultados.O componente qualidade vinculada à satisfação dos participantes no processo e dos usuários do mesmo tem a ver com relação que se tem de 'qualidade de vida' referente, à 'satisfação dos empregados'.Os três componentes indicados se complementam quando se trata "de aplicar o conceito de qualidade à educação. Nas palavras do próprio autor, dir-se-ia (Zabala, 1998, p.32) que "... estamos diante de uma escola de qualidade ou de um programa educativo de qualidade ou diante de professores(as) de qualidade ou diante de um material educativo de qualidade, quando podemos reconhecer nele os três componentes citados...a educação é um assunto que envolve pessoas. A dimensão pessoal do processo educativo é básica. Por isso, os aspectos mais ligados ao pessoal (satisfação, motivação, sentimento de sucesso, nível de expectativas, auto-estima) que são fundamentais, enquanto que variáveis condicionadoras da qualidade dos processos e seus resultados."Considere-se que, além dos três componentes, a qualidade nas organizações escolares é um processo dinâmico, muito mais ligado às condições culturais das instituições do que aos elementos estruturais. É, pois, uma construção contínua, diária, permanente. Além dos conteúdos da qualidade educativa (entendam-se valores, resultados e satisfação), é preciso enfocar a questão estrutural da qualidade para indicar os aspectos funcionais da organização escolar que tornam a qualidade possível. Os vetores da qualidade, através dos quais podem ser estabelecidos os encaminhamentos em busca do aperfeiçoamento das organizações escolares e serviços, são os seguintes:

a) A função do projeto
No momento em que alguém projeta um processo ou um produto, a idéia de qualidade é inerente. O nível de qualidade que se pretende atribuir ao processo ou ao produto é que condicionará as decisões a serem tomadas. Por isso a qualidade do projeto precisa considerar o custo, condições materiais e funcionais.
Conforme manifesta Zabala, (1998, p. 34):
"somente se a educação tiver sido projetada para alcançar altos níveis de qualidade e se tiverem sido adotadas as decisões apropriadas para isto...será possível exigir depois que a qualidade dos produtos seja alta. Mas é incorreto pensar que processos educativos projetados com baixos níveis (investimento mínimo, pouca preparação do pessoal, pouco controle de qualidade, recursos mínimos) possam obter resultados altos."

b) A dimensão produto ou resultados
Evidentemente a qualidade do produto assegura a permanência de bons resultados. Quando se trata de educação, essa permanência não se refere apenas a conseqüências imediatas, mas a efeitos que acontecem tornando-se concretos a longo prazo e, em sendo bons, mantêm-se no decorrer do tempo. Importante se afirmar que o processo de intervenção não pode ser pensado independentemente dos seus resultados. A qualidade somente pode ser estabelecida considerando os resultados.

c) A dimensão processo ou função por meio da qual se desenvolvem estes resultados.
Este vetor refere-se ao processo através do qual ocorre a intervenção e, tratando-se de processo de intervenção social, a educação. Este vetor corresponde ao que se denomina metodologia, por isso que esta dimensão está vinculada à fase dos produtos ou aos resultados com que se pode, a todo momento, realizar feedback para ver se os mesmos são de alto ou baixo nível.

d) A função do próprio desenvolvimento organizacional como processo diferenciado.
Esse vetor está relacionado às intervenções que têm em vista a melhoria/crescimento das instituições e dos profissionais. Por exemplo a qualidade dos programas de formação de pessoal ou os planos de transformação institucional.
Uma política de qualidade em uma instituição escolar comunitária sem fins lucrativos, como é o caso do CNSP, necessita apoiar-se nas seguintes âncoras:

  • Investimento na melhoria/crescimento institucional do professor, do pessoal de apoio, do ensino e do aluno através de cursos de capacitação regulares e semestrais de caráter interno, bem como da participação em encontros, fóruns, seminários e congressos fora da instituição.
  • Acompanhamento contínuo tanto da revisão quanto da operacionalização do Projeto Político-Pedagógico, com a participação direta do corpo docente, assegurando a maior aproximação possível entre o discurso declarado e a prática educativa.
  • Mecanismos de interação e sinergia que asseguram uma constante auto-avaliação do desempenho dos profissionais que apontam para aspectos que precisam ser melhorados.
  • Reuniões da Diretoria Executiva e do Conselho Pedagógico para planejar, repensar, avaliar e coordenar as ações gerais da instituição.
  • Existência de um Conselho de Classe que se reúna periodicamente para acompanhar o desempenho dos professores e dos alunos, assegurando a estes últimos o direito à participação.
  • Pesquisa periódica com pais e responsáveis, através de formulários, para que a Instituição possa se certificar do seu próprio desempenho e melhorar, se necessário, sua proposta, seu trabalho e a própria imagem.
  • Existência de um serviço de apoio a pais, alunos e professores, como serviço psicológico escolar, de orientação educacional e pastoral escolar.
  • Realização periódica de auditorias na área administrativa e também na pedagógica.
  • Avaliação institucional anual considerando todos os setores e serviços da organização.
  • Participação de profissionais da Instituição em associações, agremiações, conselhos de caráter público e comunitário da cidade e região.
  • Uma administração educacional por projetos, ingrediente básico da organização aprendente, enfocando a transdisciplinaridade, dando um novo sentido à ação educativa.
  • Instituição com uma gestão descentralizada, participativa, inovadora, visando à formação de pessoas criativas e autônomas.
  • Existência de integração de cultura e educação: tolerância e capacidade para dialogar com a diversidade.

 

Nossa qualidade faz a diferença

Quando se fala em qualidade na educação, está-se lidando com um valor. Qualidade é um substantivo abstrato que não tem existência por si mesmo, significa dizer que necessita que um outro objeto seja entendido como bom, de qualidade, a fim de que possa vir a ter existência. A qualidade não é um ingrediente a mais do processo educacional e sim adjetivo do processo. As condições em que o processo educativo ocorrer é que vão determinar o grau qualitativo nos resultados.Prado (1994) aborda a questão da qualidade de uma forma nova e diretamente ligada aos aspectos educacionais.

Demo (1994) diz que a qualidade está definitivamente ligada à educação e ao conhecimento. Qualidade é uma típica competência humana no seu desdobramento formal e político. A qualidade formal implica manejar meios, instrumentos, formas, técnicas e procedimentos diante de desafios do desenvolvimento e do conhecimento. É o expediente primordial da inovação. A qualidade política quer significar a competência do sujeito em termos de "se fazer" e de "fazer" história na trajetória do tempo e dos fins da sociedade humana.A qualidade política é condição básica para a participação. Dirige-se a fins, valores e conteúdos.

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